sábado, 19 de abril de 2014

Luciano do Valle era o locutor que fazia a diferença em qualquer campo

Em Uberlândia, Luciano do Valle morreu a caminho
da abertura de mais um Brasileirão
O microfone emudeceu. A voz privilegiada não será mais ouvida a plenos pulmões, mas será sempre lembrada vestindo de emoção lances dos mais variados esportes.

Luciano do Valle era o cara e vai fazer uma falta imensa à crônica esportiva brasileira em um momento em que ele não podia faltar. Morreu à caminho do trabalho pra abrir mais um Campeonato Brasileiro. Morreu à caminho de mais uma Copa do Mundo, essa que vai ser um pouco menos emocionante sem que ele possa irradiar. 

Como jornalista, eu sempre ouvi o Luciano do Valle com a maior atenção porque ali - além de emoção - estava a história do jornalismo esportivo e do próprio esporte.

Quando o operador ligava o microfone do Luciano, quando o aviso de "NO AR" piscava em vermelhos garrafais, quando ele abria a sua jornada era um locutor que entrava decisivo na arena... na quadra... em campo... na pista... no ringue. Entrava pra fazer verdadeira diferença no esporte como ele realmente fez.

Mas agora o microfone emudeceu.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Era só por 0,20 centavos, era...

Nossos políticos - de tão literalmente retardados que são - só perceberam que tudo aquilo era só por 0,20 centavos quando já não era mais. Redução de tarifa não ia tirar nenhum bloco da rua.

O Brasil é mesmo o país do futebol. Resolveu, meio que por acaso, entrar no jogo em plena Copa das Confederações. Só que num jogo diferente. Uma partida que estávamos perdendo por W.O. há mais de vinte anos. E era um jogo feio. Perdíamos de goleada pra saqueadores do dinheiro público, aproveitadores de status quo, canalhas mesmo. Gente que agenda votação de proposta que muda a Constituição pro mesmo dia da semifinal de uma competição que, em tese, deixaria os brasileiros inebriados. Depois adiaram e depois adiantaram.
Quem acompanhou bem de perto mesmo o trajeto dessa famigerada PEC 37, volte comigo um pouco no tempo, não muito longe, tipo há 20 dias. Naquele momento a proposta que castrava o Ministério Público estava aprovada. Queriam amordaçar o MP que é a representação do povo no poder Judiciário. Há 20 dias o clima era outro. Já havia acordos, conchavos e muito lobby. O povo reclamava, a imprensa deu bom destaque à discussão. Na condição de jornalista eu mesmo ouvi muita gente aqui pelas bandas do Triângulo Mineiro. Promotores e delegados divergiam em suas opiniões, mas ninguém “conseguiu me convencer que [a proposta] era prova de amizade” e ainda seguindo o poema de Renato Russo, o que parecia era que queriam de novo levar embora até o que ainda não tínhamos.
Mas havia também a expectativa canalha de que, cegos pelos gramados dos suntuosos estádios, os brasileiros esquecessem essa budega de PEC 37.
De repente, o Brasil ganha as ruas. A bandeira nacional é vista nas mãos do povo e não é dia de jogo da Seleção. Por 0,20 centavos de aumento na tarifa do transporte público em São Paulo os usuários do sistema desentalam um grito. E nossos políticos - de tão literalmente retardados que são - só perceberam que tudo aquilo era só por 0,20 centavos quando já não era mais. Redução de tarifa não ia tirar nenhum bloco da rua.
Como quem olha pra uma prateleira lotada de livros velhos e empoeirados, o povo do país inteiro escolheu alguns temas pra tirar a limpo. Pra ir além dos 0,20 centavos. E entre tantos absurdos, estava a “PEC da Impunidade”. A grande ideia do deputado federal Lourival Mendes (PTdoB-MA) que se aprovada fatalmente criaria facilitadores para a impunidade num dos países onde há mais impunidade em todo o mundo, sobretudo em relação à corrupção.


Agora, este país não sairá mais das ruas. Estará lá sempre que for novamente roubado, sempre que tentarem “goela abaixo” nos dar espelhos novamente. É que hoje, se tentarmos, vamos conseguir chorar.


Ressuscitou ao décimo oitavo mês

Este blog não renega a tendência dos demais blogs amadores. Sempre vai e volta.


Já tem muito tempo que não escrevo aqui. E que desperdício porque tanta coisa bacana aconteceu. Desde que deixei de lado esse espaço avancei na profissão que escolhi. Passei a lidar diariamente com a notícia de verdade e a enfrentar os desafios diários de levar ao público os fatos mais importantes do dia numa determinada região.

Pra resumir parece simples e às vezes é. Às vezes não.
De dezembro de 2011 pra cá, já pude viver coberturas jornalísticas importantes que mereciam estar registradas aqui. Certamente ganharam alguma publicação em 140 caracteres ou, depois, pouca coisa mais densa nos limites do Facebook.

Recentemente a equipe que eu faço parte fez uma cobertura espetacular da estarrecedora enchente que devastou vários pontos da cidade de Uberlândia. Uma correnteza impressionante que passou na porta da sede da BAND, o que tornou possível mostrarmos ao vivo a história acontecendo diante de nossos olhos. Merecia um registro mais marcante aqui neste espaço.

Mas foi só agora, com uma correnteza de gente nas ruas, que me desacomodei e resolvi ressuscitar este endereço. Nem que seja apenas para um registro particular. Uma reflexão periódica. Um exercício importante de texto.

Ver Uberlândia, Uberaba e o Brasil todo agir de modo diferente nas ruas me motivou. A seguir (logo acima) publico o primeiro artigo desta retomada. Escolhi falar do momento mais importante até agora desde que o país inteiro começou a desengavetar os seus gritos: a derrubada da PEC 37.

O "gigante" acordou o meu blog.
Boa leitura.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Por onde andamos... (dica de app)

A internet é mesmo uma fábrica de grandes idéias. E foi navegando por essas idéias que encontrei no blog da @rosana, que sempre traz dicas preciosas, um site ou aplicativo que usa a sua base de dados publicadas em alguma rede social para fazer um vídeo com fotos suas.


Fiz um teste subindo as fotos de férias minhas dos últimos anos.
O resultado é muito bacana. Informa as localidades, o número de fotos e até o total da quilometragem rodada. Vejam como ficou.





Por Onde Andamos... Slideshow: Josuá’s trip from Vitória, Espírito Santo, Brasil to 3 cities Belo Horizonte, Florianópolis and Araxá was created by TripAdvisor. See another Brasil slideshow. Create your own stunning slideshow with our free photo slideshow maker.

Experimente usando a sua base de dados.
O endereço é tripwow.tripadvisor.com  

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Receber encomenda pelos Correios é exercício de paciência


Se quer que alguém seja sacaneado, os Correios se encarregam disso pra você. Basta enviar uma correspondência registrada, aquela que necessita de assinatura para ser entregue. O péssimo serviço da empresa que é pública vai atormentar o remetente.

Não é a primeira vez que escrevo sobre o serviço dos Correios neste blog. De qualquer modo, acho que por ainda se tratar de um serviço essencial, o post é válido e necessário. 

Leia também “Endereço Insuficiente para Entrega”.

O procedimento de AR (Aviso de Recebimento) dos Correios é um instrumento que dá segurança tanto para quem envia quanto para quem recebe encomendas, documentos e correspondências em geral. Ao mesmo tempo, causa transtornos à vida de quem passa o dia todo fora de casa. Os Correios fazem algumas tentativas de entrega e possibilitam ao usuário poupar o trabalho deles e ir buscar a correspondência diretamente na agência. Essa acaba sendo a melhor opção uma vez que os horários de trabalho dos carteiros é completamente destoante da maioria dos trabalhadores brasileiros. Normalmente a visita do carteiro ocorre sempre no mesmo horário, e por isso ele nunca te encontra. Será que já não é a hora dos Correios se modernizarem e adequar suas rotinas a de quem trabalha?

Direto na Agência
Para evitar problemas e desencontros, você resolve seguir a orientação do Aviso de Tentativa de Entrega e telefonar para a agência no dia anterior avisando que vai pessoalmente retirar. Então você consegue uma brecha em seus horários de trabalhador comum e vai até a agência indicada. É aí que o desrespeito e a péssima qualidade do serviço ficam mais evidentes. Os funcionários são propositalmente lentos, morosos e não passa pela cabeça deles que o fato do usuário estar na agência, está na verdade poupando o trabalho da empresa.

Nesta segunda-feira (05) estive na agência dos Correios que fica na Av. Marcos Cherém, número 718, em Uberaba e, entre 12h e 13h (possível horário de almoço que usuários conseguiram remanejar para ir até os Correios buscar o que deveria chegar com conforto e segurança na casa deles) a fila era enorme e a média de atendimento por pessoa era de 10 minutos. Todo esse tempo apenas para retirar a correspondência que, via de regra, já deveria estar separada a pedido do remetente por telefone antecipadamente. Falta de respeito e desserviço.

Serviço de qualidade é possível
Sobre os transtornos causados pelos Correios, o mesmo não ocorre quando você adquire um produto e a empresa contrata os serviços de uma transportadora privada. A minha experiência é de que o esforço para concluir a entrega é sempre notável. Eles telefonam, perguntam o melhor horário para entrega e o fazem mesmo que após as 18h.

Talvez pra ajudar ainda mais os Correios no trabalho deles, seja necessário contratar uma diarista só pra ficar em casa aguardando o surgimento do carteiro. Só assim pra não faltar ao trabalho, não ter que enfrentar fila e atendentes pouco prestativos e não ter a sua correspondência devolvida, sumariamente.

Relato de experiência.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vou dizer porque escolhi ser jornalista

Quando criança eu não me comunicava. Demorei mais que o comum para aprender a falar. Minha avó paterna ouviu dizer que se colocassem um pintinho para piar três vezes na boca da criança que não falava, ela começaria a falar. Comigo,
a simpatia funcionou. Não sei precisamente quanto tempo demorou após os três pios, mas o fato é que não me calei mais.

Desenvolvi enquanto criança um gosto especial pela leitura, motivado pela minha tia-mãe, Sueli Barroso, que só tinha 6ª série do que chamamos hoje de Ensino Fundamental, mas que é uma das pessoas mais intelectuais que conheço graças aos livros de todos os tipos até esgotarem-se as possibilidades da biblioteca da Câmara Municipal de Tupaciguara.

"Minha avó paterna ouviu dizer que se colocassem um pintinho para piar três vezes na boca da criança que não falava, ela começaria a falar. Comigo, a simpatia funcionou."

E falando, eu sempre disse que queria ser jornalista, desde quando mal sabia o que isso significava. Participei de programas na rádio AM, como entrevistado e entrevistador na Rádio Rural, visitava as redações dos impressos e assistia muita televisão até muito tarde da noite - e não era no canal de pornografia.



Brincando de ser jornalista. Não lembro como se chamava o programa, mas hoje vendo essa foto eu chamaria de "Lingerie News" (risos).
Com o tempo, aprendi que o jornalista funcionava como importante voz de uma comunidade. Que era o cara que buscava conhecimento para proporcionar conteúdo de qualidade para um público leitor/telespectador/clicador. Nesse sentido, percebi na escola graças aos bons professores que tive na "Estadual Sebastião Dias Ferraz" boas habilidades em dissertar, em ler e compreender, em gostar de literatura, em debater com o quem eu não concordava, além de pesquisar a história, essa minha paixão de fim de semana.

Cursei o último ano do Ensino Médio inquieto, ansioso, de saco cheio pra Física, Química e Matemática. Maluco para começar a conviver com meus "iguais". Gente que também pesquisasse, que criticasse e que falasse com liberdade.

Na faculdade a gente percebe que, assim assim, não existem "iguais". Também lá existem aptidões diversas, interesses conflitantes. E que bom foi ter descoberto isso. Tive uma formação acadêmica apaixonada e muito bem embasada, numa instituição carregada de tradição e com os olhos no futuro. No curso de Jornalismo da Uniube (Universidade de Uberaba), meu tema de TCC graças à sua ancestralidade - o primeiro de Minas Gerais, aprendi coisas tão preciosas com gente mais preciosa ainda.

Formatura em Comunicação Social - Jornalismo, janeiro/2011, graças à Suelene, Sueli e Suzélia Barroso.

Ao me formar e, certamente em uma consciência crítica amplamente diferente da que tinha quando dizia às favas que seria jornalista, descobri a imensidão de possibilidades, de discursos, de mídias e como se multiplicaram as formas de se fazer a mesma coisa, algo tão trivial quanto mágico: contar histórias.

Eu escolhi certo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E de repente... chega a hora de virar Jornalista!


Todos os leitores deste blog estão convidados a assistir a minha banca de TCC e pré-lançamento do livro-reportagem: "Memórias do Primeiro Curso de Jornalismo de Minas Gerais", que teve a orientação de Celi Camargo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Da acidez ao jornalismo analítico

Fazia tempo que eu e o meu colega Luiz Maurício Pereira não nos encontrávamos. Enquanto colegas de turma, éramos tinhosos criadores de besteiras e sérios combatentes pela democracria.

Na COM3 (Semana de Comunicação da Uniube), sentamos lado a lado para assistir ao primeiro dia de evento e logo borbulharam idéias. Por que não dividir os nossos comentários com mais gente? Imediatamente me lembrei da ferramenta de Live Blogging (ou Blogando Ao Vivo). Eu conhecia, mas nunca tinha utilizado a plataforma.

Escolhemos o Festival do Minuto, na minha opinião o mais importante evento da COM3.

Tudo foi experimental. Divulgamos muito no twitter e a nossa audiência chegou ao pico de 86 visualizadores do chat e muitos comentando ativamente. Também pelo twitter as postagens com a hastags #COM3 e #festivaldominuto eram destinadas automaticamente ao Live Blogging.

O nosso objetivo era dar ainda mais publicidade ao evento com pitadas de humor, inclusive do mais sem graça.

Foi uma ótima experiência e vamos fazer mais vezes. A ferramenta é sensacional.

O curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, sob a batuta do diretor André Azevedo da Fonseca (#NewFidel), merece os parabéns por todos os momentos da COM3 que também foi transmitida em vídeo pelo Portal da Comunicação.


Abaixo, acompanhe alguns cliques daqueles que nos visitaram no nosso espaço de Live Blogging.

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Os comentaristas do Live Blogging e os apresentadores do Festival do Minuto 2010.

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Os comentaristas com a professora Celi Camargo.

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Os apresentadores oficiais do evento: Faeza Rezende (Band Triângulo) e Edinho Santana (Rádio Sete Colinas)


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Só a diretoria.
Visitas ilustres de Cíntia Cunha (Organizadora do Festival do Minuto), Anderson Andreozi e Faeza Rezende.
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FIM DE FESTA.
A gente só sai quando ele sair.


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@JosuaBarroso e @Luiz1110 trabalhando!


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O Troféu... bem melhor que um gesto obsceno de uma edição anterior.
Muito bonito mesmo!

Sigam:
@luiz1110
Luiz Maurício Pereira, jornalista, assessor de comunicação da Alta Genetics e meu parceiro de Live Blogging.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

LIVE - Festival do Minuto Uniube

Hoje, a partir das 19h (ou a hora em que começar o evento), tem live blogging do Festival do Minuto do curso de Comunicação Social da Uniube (@comunicauniube) com @JosuáBarroso e Luiz Maurício (@luiz1110). Acompanhem, participem e comentem na janela abaixo! Os twitteiros também vão participar automaticamente, basta postar um tweet com a hastag #festivaldominuto ou #COM3 que a mensagem vem automaticamente para o bate papo aqui no blog.


terça-feira, 19 de outubro de 2010

TCC: Depoimentos sobre a história do curso de Jornalismo de Uberaba - o primeiro de Minas Gerais




O curso de Jornalismo em Uberaba foi autorizado pelo Ministério da Educação em 1957, sediado na FISTA (Faculdade de Ciências e Letras Santo Tomás de Aquino). Isso faz do curso o mais antigo de todo o Estado de Minas Gerais. Essa e outras descobertas e histórias de vida de quem passou pelas fileiras do curso, estarão no livro: "Identidade - A história do primeiro curso de Jornalismo de Minas Gerais", meu Trabalho de Conclusão de Curso - Universidade de Uberaba - 2010.

A orientação do TCC é da jornalista e professora Celi Camargo.

O vídeo mostra um aperitivo de histórias que estão no livro-reportagem e foi editado especialmente para a banca de qualificação de TCC do curso de Jornalismo da Universidade de Uberaba realizada no dia 15 de outubro de 2010.

Créditos do vídeo
Reportagem, roteiro e edição: Josuá Barroso
Imagens: Lázaro Novaes (Uniube)
Trilha sonora: Chega de Saudade (Tom Jobim)

Agradecimentos
Mafalda Veronez e Marcos Rogério de Freitas, pelo apoio de produção
Marco Aurélio Araújo, pelo apoio na edição (GCs)
aos orientadores de cada etapa do projeto: Raul Osório, André Azevedo, Anderson Andreozzi e Celi Camargo

E em especial, aos entrevistados.